
Onde começam as dores?
Onde elas terminam?
E estes sonhos? Por que tão obscuros?
E além de tudo, minha cabeça dói.
Eu fico a pensar sobre tudo, sobre as coisas que vejo, as pessoas na rua,
a música que ouço.
Será que tudo isso é real ou é apenas mais um sonho em que a vítima sou eu?
Imagine
tudo isso e um pouco mais em minha cabeça a girar centenas de vezes.
Os questionamentos que me faço, prejudicam a minha saúde física, pois,
agridem a minha imagem.
Tenho vergonha de ser humano, mais sou
mais um em uma sociedade hipócrita, que nem com si próprios se
importam, pois, se importassem procurariam um jeito melhor de fazer as
coisas.
Bando de vandalos que desvalorizam a minha agonia e ainda
assistem de camarote, a desgraça alheia. E em prantos a vontade fica,
pois esta não tem vontade de ser ela mesma;
E ela, a vontade,
algo que não deveríamos ter, morre as poucos, pois, a cada minuto me
sinto presa ao modismo, ao que a sociedade chama de senso comum.
Grande senso comum, que rouba a vontade de ser nós mesmos em fração de
segundos.
E me bate o cansaço de lutar todos os dias, numa selva
de loucos que tentam sobreviver das 9 ás 6. Apenas para se iludiriam
com o dinheiro e os sonhos que este pode lhes dar.
Mas que grande honra, ver todos morrerem aos poucos, em uma depressão infinita, da vontade e do sanar.
By: Heterodoxa (Lost angel)